Saímos do hotel às 09:00h no que era o último dia de viagem seguida. Chegamos no Paso Austral, fronteira entre Argentina e Chile perto das 10:30h e começamos os trâmites de imigração.
A aduana estava lotada e confusa, com filas para todos os lados e pouca informação. Depois que conseguimos entender o fluxo (conversamos com o pessoal da expedição que estava um pouco a nossa frente) entramos na fila certa e seguimos os passos: 1 - Dar saída de pessoal na Argentina, 2 - Dar entrada de pessoal no Chile, 3 - Dar saída de veículo na Argentina, 4 - Dar entrada de veículo no Chile, 5 - Passar pela declaração de mercadorias/animais na Argentina (esse passo não foi necessário) e 6 - Passar pela declaração de mercadorias/animais no Chile.
Prontos os trâmites, às 11:50h, seguimos viagem em direção ao Estreito de Magalhães para a travessia. Quando chegamos na ruta que levaria para a travessia, fizemos uma leitura errônea das placas e seguimos adiante, por uns 30 km, voltamos os 30 km e pegamos no caminho certo. Chegamos no local da travessia às 13:05h, achando que seria uma coisa rápida, mas depois de uma hora parados, começamos a nos mover, mas não entramos na primeira balsa, ficamos mais um pouco parados e às 14:28 entramos na balsa.
| Entada na balsa para fazer a travessia. |
Cruzamos o estreito, que estava bem agitado devido ao forte vento que soprava, e recomeçamos a viagem para enfrentar os famosos 120 km de "ripio" e por causa de um erro do Google Maps segui pelo caminho errado:
O Maps indica os trechos entre as linhas vermelhas de forma equivocada, há uma inversão, pois onde está indicando a ruta 257, na verdade é a Y-79 e vice-versa. A coisa está assim: a 257 está concretada deste a 255 até a primeira marca vermelha depois do estreito, porém, ela está com vários trechos pavimentados entre as linhas indicadas e estão em processo de pavimentação de todo o trecho, logo não são mais 120 km de estrada de chão, senão uns 80 km.
Bom, choro a parte, segui pela Y-79 achando que estava no caminho certo. A estrada está em boas condições, mas a poeira que os carros levantam é coisa de cinema, menos mal que o vento jogava a poeira para o lado esquerdo da estrada e só tinha que enfrentar as nuvens em ultrapassagens de veículos mais lentos.
| Poeira levantada na passagem dos carros na Ruta Y-79. |
No meio do caminho avistamos um rebanho de llamas, parecem ovelhas bombadas, hehe.
| Llamas avistadas ao longo da Ruta Y-79. |
As 17:30h, chegamos em uma "paraje" perto da aduana chilena, a expedição brasileira estava parada ali por causa de um problema em uma das camionetas, que até o momento em que saímos já estava resolvido, almoçamos um sanduíche e seguimos para os procedimentos na aduana chilena, cerca de meia hora. Chegamos na aduana argentina e, também depois de meia hora, estávamos prontos para seguir viagem.
O caminho até o Ushuaia foi longo, principalmente o último trecho, de Toluin a Ushuaia (100 km), pois atravessa a cordilheira e é cheio de curvas. Chegamos na cidade pelas 11:00h e começamos a peregrinação para conseguir hotel. A proposta da viagem era não ter nada programado, por isso não fiz reserva em hotel nenhum e até o momento não tinha tido problemas. Depois de 3 horas e meia sem conseguir nada, estacionei no estacionamento de um YPF e dormimos no carro, simples assim.
672,0 rodados - 4088,2 acumulados.
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